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PRIMEIRO DIA - 28/05/2012 - SEGUNDA-FEIRA

 

9h15 - Conferência de Abertura - Cláudia Leitão - Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura - Por um Brasil Criativo: reflexões sobre a institucionalização e a construção de políticas públicas para a economia criativa brasileira

Resumo: A partir de 2011, o MinC propôs a criação de uma nova secretaria com o objetivo de retomar as conexões entre cultura e desenvolvimento. O Plano da Secretaria da Economia Criativa (SEC) suscitou a estruturação de um Plano para o Governo Dilma Rousseff. Desde novembro, a SEC, juntamente com os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Trabalho e Emprego, Educação, Turismo, Esporte, Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cidades, Integração Nacional e Desenvolvimento Social e Combate à Fome, vem estruturando um Plano original que objetiva integrar políticas e programas de várias pastas, compreendendo a cultura como eixo estratégico de desenvolvimento para o país. Afinal, a transversalidade é marca essencial da gestão pública contemporânea e uma urgência, para os Estados, na construção de novas alternativas de desenvolvimento, mais includentes e sustentáveis. Necessitamos potencializar esforços, integrar políticas, otimizar recursos, de modo a impactar e a gerar maiores resultados no imenso e diverso território brasileiro. Pela sua própria natureza, as políticas de cultura são transversais e possuem grande capacidade de religar áreas consideradas estanques, reunindo conhecimentos tradicionais, ciências, tecnologias, artes e culturas ao serviço do Brasil. O Plano Brasil Criativo amplia as ações de inclusão produtiva do Plano Brasil sem Miséria, assim como incrementa os esforços do Plano Brasil Maior, na direção da melhoria da competitividade e da inovação das empresas brasileiras. Ma o Plano ousa ir além, quando desenha a várias mãos um grande projeto nacional fundamentado em nossa diversidade cultural e potencializador do nosso capital simbólico e criador. Um projeto nacional comprometido com as diversas regiões brasileiras, com o acesso, com a cidadania, especialmente, com a juventude empreendedora desse grande país, um país que se quer protagonista em grandes mudanças de percepção do mundo e dos destinos de suas populações. Afinal, necessitamos qualificar nosso desenvolvimento e as políticas culturais são fundamentais na transformação de um país exportador de commodities para uma nação reconhecida pela criatividade e inovação de seus bens e serviços.

 

10h15 - Conferência de Emmanuel Wallon – Professor de Sociologia política – Université de Paris-Ouest Nanterre/La Défense - Preparar o imprevisto, antecipar o inédito: a formação dos administradores culturais diante das mutações dos sistemas de produção e dos circuitos de intercâmbios artísticos.

RESUMO: Os modelos padronizados raramente resistem à prova da arte, que é por definição o território da exceção. A administração cultural cobre um campo ainda mais vasto, que se aproxima daqueles da economia, da educação, do urbanismo e do meio-ambiente. Em épocas normais, seus procedimentos devem ser revistos regularmente para se adaptarem às mudanças, intervindo em matéria de práticas e de expressões. Trata-se agora, para ela, de fazer face a outras mutações que afetam tanto as condições de produção e de difusão das obras, quanto os critérios de intervenção pública. A digitalização vem em primeiro lugar neste conturbado processo. É preciso, igualmente, contar com o fortalecimento das coletividades territoriais e a afirmação das minorias culturais. Mas, em período de crise, os responsáveis pelas instituições culturais e pelas empresas artísticas devem, num primeiro momento, enfrentar uma penúria de financiamentos públicos, diversificar as suas parcerias com o setor privado, desenvolver a iniciativa associativa e as soluções de permutação, sem, contudo, ceder às lógicas comerciais que reduziriam a nada os seus princípios. Tais desafios requerem, por parte dos administradores de estruturas e detentores de projetos, um leque de competências diversificadas, mas, sobretudo, uma consciência clara das prioridades. Os responsáveis pela formação inicial podem esclarecê-los por meio das suas análises, e aqueles que intervêm na formação permanente podem acompanhá-los no seu percurso de experiência.


 

SEGUNDO DIA - 29/05/2012 - TERÇA-FEIRA

9h30 Conferência Isabelle Faure - Diretora da NACRe- Région Rhônes-Alpes, Professora Associada do Instituto de Ciências Políticas de Lyon (França): O acompanhamento dos atores culturais: que postura e que ferramentas para aquele que acompanha?

RESUMO: As equipes artísticas sentem frequentemente a necessidade de serem acompanhadas no processo de desenvolvimento do seu projeto e do seu empreendimento, especialmente em razão do leque de competências necessárias a este desenvolvimento e da globalização dos mercados de difusão. Mas qual é o "bom" lugar para o acompanhante? Como pode ele fazê-lo sem se sentir tentado a assumir a função dos próprios atores? Como inserir esses atores num processo de profissionalização? Quais as ferramentas a privilegiar e em qual momento? Como bem articulá-los e colocá-los em sinergia? Será apresentado o procedimento de uma agência cultural regional, em particular o projeto do Atelier 26 que consiste na acolhida in situ, dentro das suas instalações, de 4 companhias durante 2 anos.


 

TERCEIRO DIA - 30/05/2012 - QUARTA-FEIRA

9h30 - Conferência de Jean-Pascal QUILÈS - Diretor adjunto e responsável pelas formações do Observatoire de Politiques Culturelles - A experiência de uma instituição singular: o Observatório de Políticas Culturais (França).

RESUMO: O Observatório Nacional das Políticas Culturais (França) foi criado em 1989, pelo Ministério da Cultura, com a finalidade de acompanhar a descentralização cultural. Segundo a UNESCO, é a primeira ferramenta do gênero a ser criada no mundo.. Como parceiro privilegiado das coletividades territoriais e do Estado, ele assume uma missão de interesse geral no plano nacional e internacional em interface com as redes artísticas e culturais profissionais, o mundo da universidade e da pesquisa, desenvolvendo atividades de aconselhamento, de estudos, de formação continuada (das quais um Master 2), seminários e publicações.